Vítima foi espancada com socos e teve o rosto e pescoço cortados por faca e depois foi obrigada a fazer sexo com o agressor.

A Delegacia de Defesa da Mulher de Caraguatatuba esclareceu e prendeu um homem de 37 anos que manteve em cárcere, torturou e depois estuprou a sua ex-companheira de 38 anos, o crime foi motivado depois que a mulher terminou o relacionamento com o acusado.

O Repórter Online Litoral teve acesso ao inquérito e falou com o delegado titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Leandro Reis da Silva, responsável pelas investigações na tarde desta quarta-feira(09/01), que relatou como foi a agressão. “O ex-companheiro não aceitou o termino do relacionamento que durou um ano. Eles já estavam separados havia um mês, quando ele praticou o crime na noite do dia 12 de Dezembro. Ele chegou na residência da vítima no Morro do Algodão e ficou escondido atrás da porta, momento que a surpreendeu e a imobilizou, ameaçando-a com uma faca para sair dali com ele.” Contou

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o acusado teria levado a vítima para a sua residência que fica no mesmo bairro, onde começou as agressões e torturas. A mulher foi obrigada a entregar a senha do celular, logo depois de ser quase enforcada com o fio do carregar do parelho. Fazendo uso de uma faca ele cortou rosto e o pescoço da vítima. Durante as agressões ele ameaçava a vítima, “não é nem pra você respirar alto, se não te furo com a faca”. 

Por fim ele retirou a roupa da ex-companheira e obrigou ela a fazer sexo, após o ato ele foi tomar banho, momento que a vítima conseguiu fugir e pediu socorro.

A Mulher com ferimentos por todo o corpo foi socorrida por uma equipe do Samu, para a UPA, onde foi constado fratura no nariz, luxação no ombro esquerdo e lesões na face e pescoço.

Prisão

O delegado através da sua equipe de investigadores conseguiu a informação que o homem poderia estar na casa de familiares no Estado do Pará. Diante disso foi pediu para o Juiz de Caraguatatuba com base nas acusações a prisão preventiva que foi prontamente atendida.

O caso apesar de ter ocorrido no ano passado, só veio a público agora, pois estava em segredo de justiça e também para não atrapalhar as investigações.

A prisão do acusado só foi possível depois de contar com a ajuda da Polícia Militar da cidade de Pacajá no Estado do Pará, onde ele tinha familiares e estava escondido. O acusado foi preso durante uma blitz e não reagiu à prisão quando os policiais descobriram que ele estava procurado pela justiça.

Agora o delegado espera que a SAP (Secretária de Administração Penitenciária) juntamente com uma equipe de policiais de São Paulo viajem até a cidade nos próximos dias para trazer o homem para Caraguatatuba onde ele vai responder pelos crimes de Tortura e Estupro consumado e se for condenado ele pode pegar até 18 anos de prisão.

Foto: Weber de Carvalho

 

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