Dose zero da vacina já é oferecida a bebês a partir dos 6 meses de idade

O município de Ubatuba já apresenta um caso confirmado de sarampo, conforme boletim divulgado na tarde de terça-feira, 3, pela Vigilância em Saúde da Prefeitura de Ubatuba. Trata-se de um garoto de 8 anos, morador da região central, que passa bem.  Há ainda outros 20 casos suspeitos, aguardando resultado de exame. Desse total, a maior parte – 14 casos – é de crianças e adolescentes entre 6 meses e 19 anos de idade.

A doença viral aguda é altamente contagiosa e sua transmissão é direta, de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como, por exemplo, escolas, creches, clínicas, meios de transporte.

Pode estar com a doença qualquer indivíduo, adulto ou criança, que apresente febre e exantema (manchas na pele) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza (nariz escorrendo), conjuntivite, independente de situação vacinal. Os sintomas aparecem em média de 10 a 12 dias a partir da data da exposição. As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 5 dias antes do aparecimento da erupção cutânea até 5 dias depois.

Os casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à Vigilância Epidemiológica pelo telefone (12) 3832-1548 ou pelo email viep.ubatuba@gmail.com para que o órgão consiga atuar rapidamente na contenção de novos casos. Além disso, é necessário manter a criança ou adulto em isolamento (dentro de casa) até receber o contato e outras orientações da vigilância.

Vacina: única prevenção

Todas as unidades de saúde de Ubatuba estão abastecidas com doses das vacinas Tríplice Viral – TV (sarampo, rubéola e caxumba) ou a Dupla Viral – DV (sarampo e rubéola). A vacina já está disponível também para bebês a partir dos 6 meses de idade (dose zero). As doses seguintes devem ser feitas aos 12 meses e aos 15 meses. Adultos até 29 anos devem tomar duas doses da vacina e, a partir dos 30 anos, uma dose.

 A Vigilância recomenda a imunização também para profissionais da educação, viajantes, além dos que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, guias e outros que mantenham contato com viajantes internacionais. A vacina só não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e pessoas imunodeprimidas.

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