Vigilância Sanitária intensifica fiscalização sobre a proibição de animais nas praias

Com a chegada do verão, e apesar da proibição e das inúmeras recomendações, alguns banhistas insistem em levar seus animais de estimação para as praias, contribuindo com risco de doenças para os próprios animais ou doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos.

A partir disso, a Prefeitura Municipal de São Sebastião, por meio da Vigilância Sanitária, está intensificando ações rotineiras de fiscalizaçãosobre a proibição da presença de animais nas praias da cidade, conforme a lei municipal 848/92.

Segundo a Secretaria de Saúde (SESAU), foram realizadas campanhas de conscientização da população e de turistas sobre a proibição de animais nas praias. Entre as ações realizadas, foram distribuídos panfletos para moradores e turistas nas praias de Norte a Sul do município, além da instalação de placas de sinalização.

 “A campanha realizada no inicio deste ano, teve como objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos que a presença dos animais nas praias pode trazer riscos a saúde tanto aos humanos, quanto aos próprios animais. Em relação à saúde do animal, ele pode contrair doenças como, por exemplo, a dirofilariose – verme do coração, que pode causar insuficiência cardíaca e doença pulmonar grave, levando o animal à morte”, explicou a diretora da Vigilância em Saúde, da SESAU, Fernanda Paluri.

O número para denúncias é o 153 do Centro de Operações Integradas (COI), que imediatamente aciona a fiscalização ambiental – responsável pela ação nas praias. Caso seja flagrado, o responsável que estiver com o animal nas areias pode ser multado em R$ 600,00.

Nos casos em que o animal é comunitário (sem donos) o Centro de Controle Zoonoses (CCZ) deve ser acionado para captura do bicho, que passará pela castração e microchipagem como “animal comunitário”.

A atividade é uma ação conjunta realizada pelas Secretarias de Saúde e Meio Ambiente e pela Guarda Civil Municipal (GCM).

Risco

As zoonoses são doenças típicas de animais, em geral infecciosas, que podem ser transmitidas aos seres humanos e vice-versa, por contato direto ou também pelas fezes. Nas praias este contato é por meio da areia, onde os animais defecam.

Dentre as zoonoses, existe a dirofilariose (verme do coração), ancilostomíase (bicho geográfico), leishmaniose (doença infecciosa, porém não contagiosa causada por parasitas), esporotricose, dermatomicose, raiva entre outras.

Veterinária

Segundo a chefe do Centro de zoonose de São Sebastião, Dra. Alessandra Marinho, a questão é muito séria e quem desobedece está contribuindo para os riscos à saúde pública, e expondo os animais a uma série de outros problemas tais como queimaduras e desidratação. “Por não estarem no seu ambiente habitual, os animais podem apresentar alterações de comportamento, tornando-se agressivos, podendo avançar e morder as pessoas. Proteja seu bichinho e sua família”, explicou a diretora.

Redação

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