Vereadores de Ubatuba irão cobrar medidas da prefeitura afim de evitar caos durante outras temporadas

Trânsito caótico em temporada poderia melhorar se Prefeitura adotasse medidas simples para asfaltar rotas alternativas 

Após cobranças feitas pela munícipe Silvia Regina Torretta da Tribuna Popular por soluções para “o caos que acontece  no trânsito da cidade em feriados prolongados e na temporada”, vereadores se pronunciaram na primeira sessão de 2020 nesta terça feira (04/02) afirmando que já encaminharam várias indicações para que a Prefeitura adote soluções baratas para viabilizar rotas de fuga de congestionamentos para moradores locais.

Torretta, usuária assídua da Tribuna, que mora no bairro do Corcovado, a cerca de 20 km do centro, disse que “como ela, muitos outros moradores ficam presos no trânsito. Quem trabalha, é obrigado a sair de madrugada e voltar tarde da noite pois, mesmo fora do sufoco das festas de fim de ano que são as datas piores, a gente demora quatro horas do Corcovado ao centro durante todo o mês de janeiro. É impossível transitar”.

Ela então cobrou ações da Câmara Municipal afirmando que “se todos os vereadores que foram contratados pela população pra trazer benefícios para essa população se unissem e fossem ver junto aos Ministérios, junto aos deputados, junto ao Governo do Estado, não um só partido mas todos, teríamos estradas decentes para que pudéssemos circular na cidade. A população sofre muito. Turistas são benvindos mas até eles querem desistir de vir pra cá”, enfatizou.

Sem verba para Marginal – O vereador Claudnei Xavier (PSDB) foi o primeiro a responder à munícipe lembrando que “como  vereador esteve duas vezes em Brasília com o prefeito Délcio Sato, em audiência agendada por deputado federal vinculado às Assembleias de Deus, com o Ministro dos Transportes. Ubatuba tem obra já licitada para a construção da Avenida Marginal ligando o Trevo da Praia Grande até o Indaiá, orçada em R$ 400 milhões mas o Ministro diz que a obra é inviável. O orçamento da pasta é de R$ 1 bilhão e ele precisaria de R$ 7 bilhões para obras em todo o Pais. Não tem caixa. A empresa que ganhou a licitação tem licença para iniciar a obra mas não tem verba”.

Segundo Claudnei, o projeto da Marginal prevê a construção de quatro viadutos, sendo dois na Estufa, outro ligando o Sumaré ao Jardim Carolina e outro no Sumidouro, viadutos interligando os bairros mas não tem caixa. Ele diz que protocolou vários ofícios em Brasília pedindo recursos. Ubatuba sofre sim com problemas de mobilidade urbana. Quem mora no Taquaral sempre utiliza a ponte do Rio Grande e quando chega nesse período trava tudo”. 

Para o pastor, “uma nova ponte interligando o Centro ao Perequê-Açu facilitaria a vida dos moradores da Pedreira, Usina Velha, Casanga, Barra Seca, etc. O mesmo pode ocorrer no Itaguá, com outra ponte no rio Tavares perto da rua Taubaté mas são obras onerosas e o caixa da Administração não comporta. Mas essa Casa de Leis não está de braços cruzados”, concluiu.

Plano Diretor – O vereador Rochinha do Basquete (PTB) informou que “já participou de diversas reuniões na Prefeitura para a discussão do novo Plano Diretor da cidade e que deverá ser repassado à população em breve. Ali se discute também o trânsito da cidade, os congestionamentos na Praia Grande, Maranduba, Saco da Ribeira e Corcovado”.

“Nos também já propusemos indicações de intervenções baratas como na rua aqui ao lado da Câmara que desemboca na Flora. É possível sair da rodovia onde era a Policia Rodoviária Federal e  chegar na Flora, entrando na cidade sem passar pelo trevo. Tem pedido também para uma marginal aqui atrás da feira BIP onde há uma uma paralela que sairia rumo ao Perequê Açu. Teriam outras saídas  chegando no Tênis Clube, como também no Madeireiro. São medidas mais baratas. Porque, realmente está muito difícil. Mas podemos usar também bicicletas, usar barcos. Eu vou de bike até o Lázaro sem problema. Poderíamos passar a usar menos carros”, cobrou Rochinha.

Rotas conhecidas – Falaram ainda os vereadores Adão Pereira (PCdoB) e Ricardo Cortes (PSC). Adão lembra que  “Ubatuba é uma cidade com apenas três entradas e três saídas e tudo trava mesmo.  Eu também já fiz pedido para melhorar o desvio da rua do Madeireiro. São rotas conhecidas da população. As casinhas populares na Marafunda, as margens da rodovia Oswaldo Cruz também vão causar transtorno. São mais de 300 famílias que virão morar ali. Já notifiquei o DER e o DNIT sobre isso”. 

Cortes diz que “tem muita gente na cidade sim, mas sem o turista a cidade quebra. O trânsito está ruim mas é melhor com ele do que sem ele. Sim, falta verba. A alça de acesso a  Ubatuba que estava em construção em Caraguatatuba está parada. A BR 116, do Rio de Janeiro até Natal não está duplicada, é estrada super importante mas é mão dupla, as limitações são grandes”.

Demandas minimas – O presidente da Câmara, vereador Silvinho Brandão (PSDB) ratificou o que os demais falaram insistindo que “realmente existem soluções que exigem demandas mínimas para possibilitar melhor fluidez. O maior gargalo na temporada é o trevo principal de acesso da rodovia Oswaldo Cruz e na Praia Grande onde há cinco faixas de pedestre com radares limitando velocidade. Ali trava o tempo todo”.

Silvinho informou que “fizemos no ano retrasado uma indicação e é bom lembrar porque estão aqui hoje nessa sessão inaugural os secretários municipais, o chefe de gabinete, Renato Vella. Se pegássemos o trevo de Taubaté, que tem quatro pontas: uma vindo pro centro, outra para o Norte, outra pro Sul, quem vem de Taubaté, do Oeste, se fizéssemos uma alça de acesso saindo ali próximo à Marconi, medida barata, virando alça direto na pista, quem vem da Oswaldo pro lado sul já não entra no trevo. 

“Se pegar a parte de baixo do Madeireiro ainda aberta e dar uma rebaixada na ponte do Sumaré, as pessoas que vêm para o Centro já vem ali por baixo desafogando o trevo. E quem vem do Centro e quer ir para o Norte, fazendo alça de acesso atrás da praça VIP, também já não passa no trevo. São medidas baratas. Então, senhor prefeito, aproveitando agora esse esforço do asfalto, vamos fazer isso para a próxima temporada? Quem vem do Centro e vai pro Norte não pega o trevo. Quem vem da Oswaldo Cruz e vai pro Centro ou pro Sul também não pega o trevo”. 

Projetos adiados – Os três projetos previstos na pauta desta primeira sessão de 2020 foram todos adiados por duas sessões. O projeto assinado pelos dez vereadores declarando como “Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial e considerando de especial interesse social, a pesca artesanal e amadora praticada no município de Ubatuba”, a proposta do vereador Adão Pereira dispondo sobre “entrada de animais domésticos e de estimação em hospitais para visitas a pacientes internados” além de mensagem do Executivo sobre cadastro imobiliário abririam os trabalhos legislativos de 2020 na primeira sessão ordinária desta terça feira.

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