Decisão do título mundial pode ser nesta segunda-feira (13) com o “Yellow Alert” acionado para o Rip Curl WSL Finals

A World Surf League acionou neste domingo o “Yellow Alert” para o Rip Curl WSL Finals, anunciando que a decisão dos títulos mundiais de 2021, masculino e feminino, tem grandes chances de acontecer em 24 horas. A primeira chamada da segunda-feira será às 7 horas em San Clemente, na Califórnia, EUA (11 horas no Brasil), com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com, pela página da Liga no Youtube e também pelo aplicativo da WSL.

A previsão das ondas está se confirmando e é promissora para que Lower Trestles apresente ótimas condições para os top-5 e as top-5 do ranking se enfrentarem nesta segunda-feira, 13. Pela primeira vez em 45 anos de história, os campeões mundiais da temporada serão definidos no mesmo dia, com um formato especial de baterias mata-mata.

“A chamada está OFF hoje (domingo), não teremos competição, mas acionamos o Yellow Alert para o Rip Curl WSL Finals acontecer possivelmente amanhã (segunda-feira)”, disse a vice-presidente de circuitos e competições da World Surf League, Jessi Miley-Dyer. “Estava ansiosa em dar essa notícia e estou muito feliz. O Yellow Alert é o aviso, com 24 horas de antecedência, para todos ficarem preparados para um possível início do evento. Então, basicamente, estamos anunciando que é grande a probabilidade de a competição rolar amanhã”.

Os surfistas da seleção brasileira da WSL são os favoritos para conquistar o pentacampeonato no Rip Curl WSL Finals, com Gabriel MedinaÍtalo Ferreira e Filipe Toledo liderando o ranking com os três primeiros lugares. E é grande a expectativa para Tatiana Weston-Webb conseguir um primeiro título para o Brasil na categoria feminina. Com 25 anos de idade, a gaúcha é a mais jovem entre as cinco finalistas e foi a última a entrar no CT, em 2015, mesmo ano do campeão mundial Italo Ferreira.

Melhor temporada da brasileira – Agora em 2021, Tatiana chegou na decisão do título em duas etapas da “perna australiana” do World Surf League Championship Tour. No Rip Curl Narrabeen Classic, em Sidney, amargou sua sétima derrota em finais, para a vice-campeã mundial de 2019, Caroline Marks. Mas, já no evento seguinte, festejou sua segunda vitória no CT em alto estilo, derrotando a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore no Boost Mobile Margaret River Pro, com uma dobradinha brasileira no pódio com Filipe Toledo.

Tatiana já havia começado bem a temporada, fazendo a segunda maior somatória do ano entre as mulheres, 18,20 pontos de 20 possíveis, nas oitavas de final do Maui Pro em Honolua Bay. Depois, venceu a primeira bateria feminina da história do CT em Pipeline, onde se jogou nos tubos e começou 2021 em terceiro lugar. A atleta repetiu esse resultado no Jeep Surf Ranch Pro e computou, no ranking, 69,4% dos pontos disputados nas sete etapas.

No total, Tatiana disputou 221 baterias e venceu 107, contra 29 surfistas diferentes em 60 etapas, completadas no México. Tem uma nota 10 na carreira, recebida em um “tubaço” surfado em Hossegor, na primeira fase do Roxy Pro France de 2015, quando entrou no grupo das 17 melhores do mundo. As surfistas que ela mais venceu foram a norte-americana Sage Erickson e a havaiana Alessa Quizon, em 12 das 15 baterias que disputaram. Já a que mais enfrentou no CT foi Sally Fitzgibbons, com quem brigou pela vice-liderança do ranking esse ano e tem 12 vitórias, contra 13 da australiana.

Nascida em Porto Alegre, filha de uma ex-bodyboarder profissional brasileira e de um inglês, a gaúcha sempre morou no Havaí, onde aprendeu a surfar. Começou a competir como havaiana, mas decidiu passar a representar o Brasil quando o esporte entrou no ciclo olímpico. Em 2021, faz a melhor temporada da sua carreira, pela primeira vez terminando em segundo no ranking. A última brasileira a conseguir isso foi Silvana Lima, vice-campeã mundial em 2008 e 2009. Até então, os melhores anos de Tatiana no CT foram 2016 e 2018, quando ficou em quarto lugar no ranking final da temporada.

Decisão dos títulos – Para conseguir o primeiro título mundial feminino do Brasil no Rip Curl WSL Finals, Tatiana Weston-Webb terá que se superar, pois suas quatro concorrentes têm vantagem sobre ela em confrontos diretos no CT. A líder do ranking, Carissa Moore, ganhou 11 das 16 baterias que disputaram. Contra Sally Fitzgibbons, o placar está 13 a 12. A vitória sobre Stephanie Gilmore na final em Margaret River, foi a oitava da brasileira, contra dez da heptacampeã mundial. Já a disputa com Johanne Defay está mais acirrada, 9 a 8 para a francesa.

Johanne Defay e Stephanie Gilmore vão abrir o Rip Curl WSL Finals em Lower Trestles. A segunda bateria será entre Conner Coffin e Morgan Cibilic. Quem passar, enfrenta Sally Fitzgibbons e Filipe Toledo. Os vencedores destes confrontos disputarão com Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, as vagas para as decisões dos títulos mundiais de 2021 com Carissa Moore e Gabriel Medina, em uma melhor de três baterias.

Transmissão ao vivo – O Rip Curl WSL Finals fecha o World Surf League Championship Tour 2021 com o patrocínio da Rip Curl, Jeep, Red Bull, Super 73, Shiseido, Oakley, DraftKings, Michelob ULTRA, IKEA, Expedia, Sambazon, Flying Embers e Waterloo. A decisão dos títulos mundiais de 2021 acontecerá em um único dia, no que tiver as melhores ondas em Lower Trestles no período do evento, que será transmitido, ao vivo, pelo WorldSurfLeague.com e pelo YouTube e aplicativo da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil.

COVID-19 – A saúde e segurança dos atletas, do staff da WSL e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que tem trabalhado em estreita colaboração com as autoridades locais, para implementar um robusto protocolo, com testes constantes de todos, mantendo distanciamento físico e com limitação de pessoas no local do evento.

 

Sobre a World Surf League – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave. Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, a fim de motivar a sempre crescente com unidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo. Para mais informações, visite o www.WorldSurfLeague.com.

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