Parlamentares do litoral norte sugerem suspender pedágio na Tamoios por transtornos com interdição

Reunidos em Ubatuba eles teceram criticas também para contratos com Sabesp

Sete dos doze vereadores que compõem a Frente Parlamentar do Litoral Norte reuniram-se nesta quarta feira no plenário da Câmara de Ubatuba para tecer duras críticas contra os transtornos causados pelas obras de duplicação da Tamoios, trazendo como reflexos  alagamentos em bairros e prejuízos às quatro cidades da região com as frequentes interdições por quedas de barreiras.

O vereador Claudnei Xavier, de Ubatuba, vê risco de caos iminente caso coincida de haver interdições também nas rodovias Mogi-Bertioga e Oswaldo Cruz, que tem sido usadas como alternativas às interrupções de tráfego na Tamoios. “Com isso o Litoral Norte ficará isolado do resto do Estado, com prejuízo para transporte de doentes, de estudantes, dos usuários em geral”, disse.

No encontro os vereadores decidiram agendar reunião com a Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa para cobrar do Governo do Estado uma solução. Foi sugerido até que o governador Dória suspenda a cobrança de pedágios na rodovia enquanto não forem atacadas as causas dos problemas.

Suspender pedágio – Os vereadores mostraram preocupação com informações ainda não confirmadas de que a Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A- teria cancelado contratos com a empresa Queiroz Galvão, responsável pelas obras de duplicação da Tamoios e ainda que o governador Dória cogita de privatizar ou extinguir a Dersa até o final deste ano.

“Isso é preocupante, fico assustada agora. Se sair a Queiroz Galvão vai parar tudo””, disse a vereadora Nancy Perez, de Ilhabela. “As obras do contorno já estariam todas paradas criando problemas de acesso à rodovia”.

Carlinhos da Farmácia disse que “nos 38 anos que mora em Caraguá, nunca tivemos tantos problemas como agora com quedas de barreiras e consequente interdição. Temos que tomar providências com urgência quanto a isso”.

Ele denunciou aumento de registro de inundações em bairros onde antes não ocorriam pois nas obras de duplicação ainda não foram construídas as aduelas que são as estruturas em concreto para facilitar o escoamento de água.

O vereador Diogo Nascimento, de São Sebastião, foi enfático ao dizer que “há que pedir perícia nessas obras, discutir plano hidro-geológico. A situação está insustentável. Então que se suspenda a cobrança de pedágio. Pedágio eles sabem cobrar e continuam gerando prejuízos para a população”

Foi registrado em ata que a Frente Parlamentar e os quatro presidentes de Câmaras  irão agendar reunião com urgência junto com a Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa do Estado para discutir a questão, “rever prazos, novas regras e contratos, cobrar saídas nessa duplicação, nos contornos e vias de acesso para São Sebastião e Ubatuba”.

Contratos com Sabesp – Os vereadores também questionaram os novos contratos que estão em vias de serem firmados com a Sabesp de quem cobram mais responsabilidades e investimentos, para “além dos lucros que ela visa como empresa de economia mista”.

O Vereador Carlinhos da Farmácia, de Caraguatatuba disse que na sua cidade o acordo está adiantado e que deve sair logo mas os representantes das outros três municípios só mostraram insatisfação com os serviços. “Em Ilhabela, a Sabesp é empresas número um em reclamações. Assim, não podemos firmar contrato sem contrapartidas sérias”, disse o vereador Marquinhos da Ilha.

Claudnei Xavier, de Ubatuba, disse que aqui no Município a Sabesp exige contrato com cheque em branco por 30 anos, prorrogáveis por outros 30 mas a empresa já está na cidade há 25 anos e não cumpriram o contratado. Estamos há 4 anos sem contrato e não dá para dar cheque em branco”, enfatizou.

O vereador informou que após emenda ao projeto do contrato limitando-o em dez anos mas foi vetado. “Trata-se de uma empresa de economia mista que só visa ao lucro. Cheguei a defender proposta da administração passada de nova licitação com outras empresas na disputa mas a ideia não prosperou”.

 

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